Editorial

Outubro 3, 2022

Vinde a mim, é o convite! Venham ter comigo sem reservas, sem medos, sem desconfiança. Venham estar comigo.
… todos vós, todos, sem exceção. Crianças e velhos, mulheres e homens, incultos ou doutores, fracos ou fortes, pobres ou ricos. Todos, sem qualquer distinção de género, etnia, condição. Sem qualquer regra, sem imposição nem limite, sem data nem hora marcadas.
… que estais aflitos de coração envolto na sombra dos sentimentos magoados e das preocupações dolorosas que o amor por vezes vive e que, de pensamento aturdido, buscando encontrar soluções para problemas que se agigantam como montanhas e parecem intransponíveis, anseiam por conforto e ajuda.
… e sobrecarregados, já que, das inevitáveis lições de vida que visam o progresso, guardaram ressentimento, sentimentos fratricidas, ódio, pensamentos de vingança.
… que eu vos aliviarei. Sem julgamentos, sem contrapartidas. O alívio virá para que, de forças renovadas, possam prosseguir na jornada da renovação.
… Tomai sobre vós o meu jugo, é um jogo de palavras. Na Terra, o jugo é a imposição dos tiranos, egoístas e cruéis, que ignoram os direitos de cada um, subjugando e corrompendo sem compaixão, sem misericórdia. Estar comigo é aceitar a minha amizade, compreensão, projetos e oportunidades de mudança.
… e aprendei comigo, que me apresento como aquele que vos pode ensinar a vencer as dificuldades, os conflitos, as contradições das vossas almas em crescimento, já que sou vosso irmão mais velho e conheço os vossos dilemas.
… que sou brando, o oposto daquilo que conhecem dos vossos soberanos, dos líderes, daqueles que vos dirigem e, mais do que compreensão, aplicam o rigor das suas decisões implacáveis.
… e humilde de coração, dócil à vontade de nosso Pai e por isso responsável pela orientação das vossas vidas através do meu exemplo de obediência e do código de conduta que a minha vida representa junto de todos vós.
… e achareis repouso para vossas almas, já tão vincadas pelas lutas ancestrais que têm sido travadas contra a vontade divina, contra a vontade dos vossos irmãos, que têm produzido os conflitos internos que tanto vos cansam.
… pois é suave o meu jugo, com os meus braços sempre abertos para neles vos recolher e, nesse abraço silencioso, impregnar o vosso espírito da minha força, do meu amor, da minha paz.
… e leve o meu fardo. O peso das obrigações impostas pelos procedimentos terrenos, serve de referência para que todos possam entender a diferença do meu convite. A leveza do fardo que vos convido a transportar ao invés de vos fazer vergar o rosto para o solo, fará erguer-se o vosso olhar para a frente e para o alto. Uma felicidade, até agora desconhecida, tornar-vos-á ágeis e gentis, e um sorriso de satisfação plena desenhar-se-á em vós, para sempre!

Carmo Almeida

(Boletim “A Libertação” | ANO XXXVII | N.º 156 | 1 de outubro de 2022 | Editorial)

 

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