Editorial

Outubro 28, 2019

O dia 3 de outubro será, cada vez mais, motivo de celebração entre toda a comunidade Espírita, pelo facto de ser a data de nascimento daquele que viria a pesquisar os fenómenos relacionados com a imortalidade da alma. Como resultado dos seus trabalhos e pesquisas, reuniu, em cinco livros, os princípios básicos da Doutrina Espírita.

Mas a Obra Básica não é apenas a reunião de informações resultantes de estudos sérios e aprofundados de um homem maduro, de espírito livre. É a conquista do reconhecimento dos meios científico, académico e religioso de uma realidade que foi mantida, propositadamente, no obscurantismo, e para a qual tinha chegado o momento de assumir o seu lugar como área de conhecimento.

O Livro dos Espíritos inaugura uma nova era para a compreensão de Deus; O Livro dos Médiuns para a explicação dos fenómenos e do sentido da mediunidade; O Evangelho, Segundo o Espiritismo, aproxima-nos da manjedoura e devolve-nos Jesus sem dogmas nem utopias. O Céu e o Inferno ensina sobre justiça divina, retirando-lhe o véu das ilusões com que os interesses humanos a envolveram, e A Génese fornece-nos os meios de alimentar a esperança de forma produtiva e con- fiante.

Um sentido de lógica e verdadeira justiça cativou a atenção do Professor Rivail quando, por fim, aceitou observar o fenómeno fora do meio em que o tinham aprisionado: a inconsequência e o divertimento fútil. Como o cientista no seu laboratório, analisou, comparou, questionou sem receio, até que a lógica da resposta não ferisse o seu sentido prático e em todas elas encontrasse a coerência dos acontecimentos.

Foi assim que retirou do deliberado obscurantismo a verdade da imortalidade da alma, a lei de justiça que se revela na Reencarnação e a possibilidade de comunicação entre desencarnados e reencarnados, através da mediunidade tão antiga quanto a existência do Homem. Mais do que a falta de repouso, a perseguição movida por esses a quem convinha manter na ignorância as leis que governam a natureza foi cruel, atroz, mas vivida por Allan Kardec e sua esposa Amélie com o estoicismo dos heróis.

E seu exemplo é, como o dos valorosos missionários, a maior prova de que estava certo e de que as suas palavras reúnem tudo aquilo que é verdadeiramente importante.
Quanto mais conhecermos a Doutrina Espírita; quanto melhores espíritas nos formos tornando, maior será a nossa vontade de celebrar o dia 3 de outubro que regressa, pontualmente, envolvido no estandar- te do conhecimento, da coragem e da determinação.

Obrigada, Professor Rivail!

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